Territories of Innovation in China: technology parks, the developmental state, and Industrial Missions
Palavras-chave:
Technology, Economic Geography, Productive Restructuring, China, Urban RenewalSinopse
Territories of Innovation in China: Technology Parks, the Developmental State, and Industrial Missions propõe uma interpretação crítica da formação dos territórios de inovação chineses, compreendendo-os não apenas como espaços empresariais ou versões asiáticas do Vale do Silício, mas como instrumentos territoriais de uma estratégia nacional de desenvolvimento que articula Estado, planejamento, indústria, ciência, universidades, infraestrutura, financiamento e mercados. A obra reconstrói essa trajetória desde as reformas iniciadas no final da década de 1970, as Quatro Modernizações e a abertura conduzida por Deng Xiaoping, passando pelas Zonas Econômicas Especiais, pelo Programa Torch e pelas zonas nacionais de alta tecnologia, até a formação de parques universitários, distritos de inovação e cidades da ciência. Casos como Shenzhen, Zhongguancun, Tsinghua/TusPark, Pudong e Zhangjiang, Suzhou Industrial Park e Huairou Science City permitem observar como políticas nacionais foram materializadas em diferentes configurações urbanas e regionais. O livro examina ainda a passagem da China de uma plataforma industrial integrada às cadeias globais para uma economia que busca ampliar suas capacidades tecnológicas próprias, discutindo políticas como Made in China 2025 e setores estratégicos como semicondutores, inteligência artificial, veículos elétricos, manufatura avançada e economia digital, bem como a crescente disputa tecnológica entre China e Estados Unidos. O argumento central é que os territórios de inovação chineses constituem uma verdadeira arquitetura territorial do desenvolvimento, na qual dimensões históricas, institucionais, urbano-regionais e geopolíticas se articulam. Ao mesmo tempo, a obra evita tanto uma leitura celebratória da experiência chinesa quanto sua interpretação como modelo universal a ser reproduzido. São analisadas também suas contradições — desigualdades regionais, deslocamentos urbanos, pressões sobre a terra e o ambiente, dependência de subsídios, competição entre governos locais, riscos de sobreinvestimento e gargalos tecnológicos. Nesse sentido, a experiência chinesa é apresentada como referência crítica para o Sul Global, ressaltando a importância de capacidades estatais, política industrial, infraestrutura científica, empresas nacionais, universidades e planejamento de longo prazo, mas também a necessidade de adaptar políticas de inovação às condições históricas e territoriais de cada país.
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