Parque Patricios: tecnopolíticas de la innovación, renovación urbana y ciudad-empresa en Buenos Aires. Distrito tecnológico, mercado inmobiliario, trabajo digital y desigualdad urbana en el sur porteño
Palavras-chave:
Parques tecnológicos, Geografia económica, Reestruturación productiva, Política industrial, Renovación urbanaSinopse
Parque Patricios: tecnopolíticas de la innovación, renovación urbana y ciudad-empresa en Buenos Aires investiga a transformação de um bairro de tradição industrial, operária e popular do sul de Buenos Aires em território promovido como referência da economia do conhecimento. A obra propõe compreender o Distrito Tecnológico não apenas como uma política de atração de empresas, mas como uma tecnopolítica territorial: uma operação jurídica, fiscal, imobiliária, arquitetônica, simbólica, laboral e cultural que reorganiza usos, expectativas e formas de apropriação do espaço urbano. Sua pergunta central ultrapassa a oposição entre sucesso e fracasso: que tipo de cidade foi produzido em nome da inovação? Combinando pesquisa documental, revisão bibliográfica, análise de discursos e materiais do mercado imobiliário, observação de campo e interpretação de entrevistas com diferentes atores, o livro examina a atuação do Estado, das empresas, das universidades, dos agentes imobiliários e das organizações locais. Discute como incentivos, investimentos públicos e estratégias de promoção territorial contribuíram para produzir uma nova centralidade corporativa, interrogando a distância entre concentração empresarial e cooperação tecnológica efetiva. Nesse percurso, problematiza o uso de conceitos como cluster, ecossistema de inovação e Tríplice Hélice, sem tomar a proximidade física entre instituições como garantia de desenvolvimento territorial inclusivo. A análise articula o surgimento de um mercado de escritórios corporativos às disputas por moradia, permanência e memória urbana. Os conflitos da Casa Santa Cruz, as transformações das antigas estruturas industriais, as condições do trabalho digital, as barreiras educacionais e a desigualdade de acesso às tecnologias revelam as contradições da promessa de modernização. A mobilidade e a infraestrutura são discutidas a partir da Linha H do metrô, enquanto o teatro comunitário dos Pompapetriyasos oferece um contraponto à criatividade convertida em recurso de atração de investimentos. O livro aborda, ainda, o trabalho remoto e as mudanças pós-pandemia que colocam em questão parte das premissas de proximidade e convivência dos distritos tecnológicos. Voltada a pesquisadores, estudantes, arquitetos, urbanistas, geógrafos, cientistas sociais, gestores públicos e organizações da sociedade civil, a obra contribui para uma leitura crítica das políticas urbanas de inovação no Sul Global. Em lugar de apresentar Parque Patricios como modelo universal a ser reproduzido, evidencia a necessidade de considerar as estruturas produtivas, as desigualdades e as histórias dos territórios. Seu horizonte é uma inovação comprometida com a redistribuição dos benefícios, a formação e a inclusão produtiva, a cooperação tecnológica, a proteção habitacional, a cultura comunitária e o direito à cidade.
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