O websig do século XXI: geoinformação, usuários e políticas públicas no meio técnico-científico-informacional. Da invenção dos Sistemas de Informação Geográfica à construção de plataformas sociotécnicas para justiça territorial e adaptação climática
Palavras-chave:
WebSIG, Geotecnologias, Mudanças climáticasSinopse
O WebSIG do Século XXI: Geoinformação, Usuários e Políticas Públicas no Meio Técnico-Científico-Informacional investiga a transformação dos Sistemas de Informação Geográfica em plataformas capazes de aproximar conhecimento científico, interpretação territorial e ação pública. Combinando reconstrução histórica, reflexão epistemológica e proposição de caminhos para o desenvolvimento tecnológico, a obra percorre as experiências pioneiras dos SIG no Canadá, a contribuição brasileira do INPE e a expansão das plataformas digitais, defendendo que o WebSIG contemporâneo deve ser compreendido como uma infraestrutura sociotécnica de inteligência territorial, e não apenas como um mapa publicado na internet. Em diálogo com a Geografia Crítica e o pensamento de Milton Santos, o livro discute as possibilidades e os limites das representações computacionais do espaço, reconhecendo que dados, modelos e interfaces incorporam escolhas teóricas, técnicas e políticas. A democratização da geoinformação é apresentada como um desafio que ultrapassa a abertura de bases de dados: exige condições para que diferentes sujeitos compreendam indicadores, formulem perguntas, comparem territórios e interpretem criticamente as desigualdades. Nesse percurso, a Interação Humano-Computador, a usabilidade, a acessibilidade e o design centrado no usuário assumem papel estratégico na aproximação entre especialistas e públicos não técnicos. A Plataforma UrbVerde constitui o laboratório concreto dessa reflexão. Sua trajetória permite examinar a articulação entre dados socioambientais, sensoriamento remoto, processamento em nuvem, indicadores, interfaces públicas, educação territorial e planejamento climático. A obra destaca a cadeia dado–diagnóstico–plano–monitoramento, a experiência educativa do UrbVerde na Escola e o diálogo com políticas públicas em Diadema e no Grande ABC, evidenciando a importância da formação de usuários, da mediação institucional e da construção compartilhada de prioridades territoriais. Voltado a pesquisadores, desenvolvedores, designers, geógrafos, urbanistas, gestores públicos, professores, estudantes e organizações da sociedade civil, o livro propõe uma agenda para um WebSIG social, público e crítico. Seu horizonte é fortalecer a justiça territorial, a adaptação climática e a apropriação democrática do conhecimento, sem atribuir à tecnologia a capacidade de substituir a participação social, o conhecimento local ou a deliberação política. Mais do que ampliar a visualização do território, trata-se de criar condições para compreendê-lo, debatê-lo e transformá-lo coletivamente.
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