Parque Patricios: tecnopolíticas da inovação, renovação urbana e cidade-empresa em Buenos Aires. Distrito tecnológico, mercado imobiliário, trabalho digital e desigualdade urbana no sul portenho

Autores

Marcel Fantin
(Autor)
Universidade de São Paulo. Instituto de Arquitetura e Urbanismo
https://orcid.org/0000-0003-3069-8019
Matheus de Souza Oliveira da Veiga
(Autor)
Universidade de São Paulo. Instituto de Arquitetura e Urbanismo
https://orcid.org/0009-0003-0545-4992

Palavras-chave:

Parques tecnológicos, Geografia econômica, Reestruturação produtiva, Política industrial, Renovação urbana

Sinopse

Este livro analisa o Distrito Tecnológico de Parque Patricios, em Buenos Aires, como uma tecnopolítica territorial que articula inovação, renovação urbana, mercado imobiliário, trabalho digital, infraestrutura, cultura barrial e desigualdade urbana. A obra parte da criação do distrito em 2008 para compreender como a retórica da economia do conhecimento se materializou em leis, incentivos fiscais, edifícios corporativos, políticas de transporte, estratégias de city marketing, expectativas empresariais e novas formas de uso do espaço urbano no sul portenho. O estudo mostra que Parque Patricios não era um vazio urbano à espera da inovação, mas um bairro de longa densidade histórica, marcado por fábricas, galpões, hospitais, clubes, moradias populares, sociabilidades barriais, memórias operárias e práticas culturais enraizadas. A criação do Distrito Tecnológico produziu uma nova leitura do território: aquilo que antes era apresentado como área degradada ou subutilizada passou a ser reinterpretado como oportunidade de investimento, revitalização, atração de empresas TIC, valorização imobiliária e reposicionamento de Buenos Aires na economia global do conhecimento. Ao longo dos capítulos, o livro discute a Lei n. 2.972, a formação de um submercado corporativo, a estética arquitetônica da inovação, a presença de empresas TIC, os limites da Tríplice Hélice, o trabalho digital, a Linha H, os conflitos de moradia, a brecha digital, o teatro comunitário dos Pompapetriyasos e a disputa entre criatividade empresarial e criatividade comunitária. A obra defende que o caso de Parque Patricios é fundamental para compreender os limites das políticas urbanas de inovação no Sul Global: a inovação territorial pode atrair empresas, construir edifícios e reposicionar bairros, mas, sem redistribuição, formação, participação, proteção habitacional, inclusão digital, cooperação tecnológica e justiça territorial, corre o risco de se transformar em nova linguagem para antigos processos de valorização desigual da cidade.

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Publicado

junho 25, 2026
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Detalhes sobre essa publicação

ISBN-A (26)

978-85-66624-69-4

doi

10.11606/9788566624694