Evangelistas da inovação: território, tecnologia e ideologia nos parques e distritos tecnológico

Autores

Marcel Fantin
(Autor)
Universidade de São Paulo. Instituto de Arquitetura e Urbanismo
https://orcid.org/0000-0003-3069-8019
Matheus de Souza Oliveira da Veiga
(Autor)
Universidade de São Paulo. Instituto de Arquitetura e Urbanismo
https://orcid.org/0009-0003-0545-4992

Palavras-chave:

Parques tecnológicos, Geografia econômica, Reestruturação produtiva, Política industrial, Renovação urbana

Sinopse

Este livro analisa a emergência dos chamados “evangelistas da inovação” como agentes centrais da produção ideológica, territorial e simbólica do capitalismo contemporâneo. A obra investiga como conceitos como inovação, empreendedorismo, disrupção, cidade criativa, classe criativa, ecossistema, startup, hub, parque tecnológico e distrito de inovação passaram a organizar políticas públicas, estratégias urbanas, agendas empresariais e reformas institucionais. A partir de uma revisão crítica narrativa e interdisciplinar, o livro articula urbanismo, geografia econômica, sociologia urbana, economia política da inovação, estudos organizacionais e crítica da ideologia para compreender como teorias complexas são apropriadas, simplificadas e transformadas em slogans, métricas, marcas territoriais e modelos de planejamento. Tomando como referência central a obra de Sharon Zukin sobre o complexo de inovação, o livro discute a relação entre terra, trabalho, cultura, capital, tecnologia e imaginário urbano. Ao longo dos capítulos, são examinados autores, instituições, mitos, liturgias e pedagogias da nova economia, incluindo o mito da garagem, o mito do café, o mito do “se construir, eles virão”, as frases motivacionais em ambientes de inovação e a construção visual de paisagens tecnológicas. A obra também analisa quatro territórios paradigmáticos da inovação — Vale do Silício, 22@ Barcelona, China e Brasil — para discutir os limites da importação de modelos, especialmente no Sul Global. Ao final, o livro contrapõe a inovação como slogan à inovação orientada por missão, defendendo que a inovação só se torna desenvolvimento quando articulada a políticas públicas, capacidade produtiva, soberania tecnológica, financiamento estratégico, justiça social e retorno coletivo. Trata-se, portanto, de uma contribuição crítica ao debate sobre parques tecnológicos, distritos de inovação, economia do conhecimento e desenvolvimento urbano contemporâneo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

junho 18, 2026
COMO CITAR

Licença

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

Detalhes sobre essa publicação

ISBN-A (26)

978-85-66624-67-0

doi

10.11606/9788566624670