Desastres não são naturais e por que ainda falhamos na sua prevenção

Autores

Valeriana Augusta Broetto
(Autor)
Universidade de São Paulo. Instituto de Energia e Ambiente
https://orcid.org/0000-0003-2792-5866
Pedro Roberto Jacobi
(Organizador)
Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação
https://orcid.org/0000-0001-6143-3019

Palavras-chave:

Impactos ambientais, Políticas públicas

Sinopse

Desastres não são naturais, mas sim produzidos socialmente. Eventos extremos se tornam desastres quando atingem populações vulnerabilizadas. Ou seja, os riscos resultam da combinação entre exposição, vulnerabilidades e baixa capacidade de resposta, sendo
moldados por processos históricos de desigualdade. Soluções tecnicistas são insuficientes e podem agravar problemas. Apesar do avanço das agendas climáticas, muitas respostas focam em aspectos técnicos e ignoram desigualdades sociais, territoriais e políticas. Isso limita sua efetividade e pode até gerar novos conflitos e formas de vulnerabilidade. Vulnerabilidade é estrutural e exige respostas baseadas em justiça e direitos humanos. A vulnerabilidade não é condição intrínseca, mas resultado de desigualdades no acesso a recursos, poder e direitos. Por isso, políticas eficazes precisam enfrentar essas causas estruturais e incorporar perspectivas de justiça climática, ambiental e social. O desenvolvimento urbano e os modelos econômicos ampliam o risco. A concentração de populações em áreas de risco não é acidental, mas consequência de modelos de desenvolvimento excludentes. Assim, o risco de desastres está diretamente ligado à forma como cidades e territórios são produzidos. Há um descompasso entre avanços normativos e implementação prática. Embora marcos como o Marco de Sendai e políticas nacionais (como no Brasil) priorizem a prevenção, na prática ainda predominam ações reativas. Falta incorporar o risco de forma sistêmica nas políticas e alinhar investimentos e governança a essa abordagem. Esta obra integra a coleção Agenda Política Pública.

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Biografia do Autor

Valeriana Augusta Broetto, Universidade de São Paulo. Instituto de Energia e Ambiente

Doutoranda em Ciência Ambiental pelo Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Direito Ambiental pela USP, especialista na mesma área pelo Instituto O Direito por um Planeta Verde e advogada formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É pesquisadora e bolsista de Treinamento Técnico IV do Centro de Pesquisa em Resiliência a Crises e Desastres Climáticos (CLIMARES), e pesquisadora da Rede Sul-Americana para as Migrações Ambientais (RESAMA). Consultora em Gestão de Conhecimento e Juventudes no ICLEI América do Sul.

Pedro Roberto Jacobi, Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação

Professor Titular Sênior do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP). Foi também Professor Titular da Faculdade de Educação da USP. É doutor em Sociologia pela USP e mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Graduate School of Design da Harvard University. É membro da Divisão Científica de Gestão, Ciência e Tecnologia Ambiental do IEE/USP.

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Publicado

junho 17, 2026
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Detalhes sobre essa publicação

ISBN-A (26)

978-65-88109-79-3

doi

10.11606/9786588109793