Raízes e ventos: mulheres produtoras de mandioca e a energia eólica no semiárido brasileiro

Autores

Adriana Ferreira Cestari
(Autor)
Universidade do Vale do Itajaí
https://orcid.org/0009-0001-0519-0363
Leandro Luiz Giatti
(Autor)
Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
https://orcid.org/0000-0003-1154-6503
Pedro Roberto Jacobi
(Organizador)
Universidade de São Paulo. Instituto de Energia e Ambiente
https://orcid.org/0000-0001-6143-3019
Valeriana Augusta Broetto
(Organizador)
Universidade de São Paulo. Instituto de Energia e Ambiente
https://orcid.org/0000-0003-2792-5866

Palavras-chave:

Energia eólica, Políticas públicas

Sinopse

A expansão da energia eólica no Brasil tem sido uma estratégia central na proposta de transição energética, com forte concentração de empreendimentos no semiárido nordestino — especialmente na Bahia, no Rio Grande do Norte e no Piauí — impulsionada por políticas públicas e estudos sobre o potencial dos ventos, sobretudo a partir dos anos 2000. Apesar dos benefícios proporcionados pelos parques eólicos, como geração de renda e melhorias na infraestrutura, moradoras relataram impactos negativos, como ruídos constantes, aumento do tráfego, descarte inadequado de resíduos e sensação de insegurança em relação às estruturas das torres. A realidade do município de Betânia do Piauí evidencia contradições na agenda de sustentabilidade: ao mesmo tempo em que contribui com energia limpa para o país, enfrenta graves e históricas carências em saneamento, abastecimento de água e infraestrutura básica, revelando profundas desigualdades no acesso a condições dignas de vida. O caso da comunidade Vila do Mel, no Piauí, demonstra como projetos sociais vinculados a empreendimentos eólicos podem promover inclusão produtiva, fortalecendo a atuação de mulheres rurais e ampliando o acesso a mercados institucionais e locais por meio da produção de derivados da mandioca.

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Biografia do Autor

Adriana Ferreira Cestari, Universidade do Vale do Itajaí

Economista, especialista em formulação e monitoramento de projetos sociais e mestre em ciências. Atua há 13 anos com projetos sociais realizados por meio de investimento social privado e atualmente é Consultora de Sustentabilidade.

Leandro Luiz Giatti, Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública

Biólogo e doutor em Saúde Pública. Professor Associado no Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, onde também é coordenador do Programa de Pós-graduação Profissional em Ambiente, Saúde e Sustentabilidade - ProASaS/FSP/USP.

Pedro Roberto Jacobi, Universidade de São Paulo. Instituto de Energia e Ambiente

Professor Titular Sênior do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP). Foi também Professor Titular da Faculdade de Educação da USP. É doutor em Sociologia pela USP e mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Graduate School of Design da Harvard University. É membro da Divisão Científica de Gestão, Ciência e Tecnologia Ambiental do IEE/USP.

Valeriana Augusta Broetto, Universidade de São Paulo. Instituto de Energia e Ambiente

Advogada, mestre em direito ambiental e doutoranda em ciência ambiental pela USP e pesquisadora na Resama (Rede Sul-Americana para as Migrações Ambientais) e no Climares (Centro de Pesquisa em Resiliência a Crises e Desastres) do IEE/USP.

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Publicado

junho 17, 2026
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Detalhes sobre essa publicação

ISBN-A (26)

978-65-88109-70-0

doi

10.11606/9786588109700