Cinema negro e a contemporaneidade inclusiva
Palavras-chave:
Cinema e educação, Cinema negro, Inclusão, Contemporaneidade, Ações afirmativas, Educação antiracistaSinopse
A obra "Cinema negro e a contemporaneidade inclusiva" destaca, em sua dimensão pedagógica, o papel do cinema negro como dispositivo de contemporaneidade inclusiva, com uma pedagogia dialética do afrodescendente – maioria minorizada – dentro da horizontalidade da imagem do ibero-ásioafro-ameríndio, incluindo também as demais minorias: mulheres, homoafetivos, LGBTQIAP+, indígenas, ciganos, pessoas com deficiência, entre outros. Esses grupos, que se apresentam como “diferentes” para a euroheteronormatividade, encontram no cinema negro um espaço de ensino e reflexão sobre quem são e como devem ser tratados em uma sociedade substancialmente democrática. Esse processo oferece contribuição definitiva para colocar uma sociedade em
crise de identidade racial nos trilhos de uma democracia substancial, ensinando que a verdadeira substancialidade democrática se revela na presença visível de todas as expressões humanas. O contrário dessa amplitude holística é uma democracia limitada a uma construção meramente adjetiva. A contemporaneidade inclusiva, portanto, encontra-se orientada pelo sentido civilizatório do saber circular egípcio-bantu, no qual se enraíza o pensamento de relações comunais solidárias, caracterizadas pelo princípio do ubuntu: “sou porque somos”. Essa orientação filosófica aponta para relações solidárias, unidas pelo sentimento de pertencimento, fortalecendo o sentido saudável das relações sociais em respeito a todas e todos. Esse é um princípio estrutural da estética inclusiva do cinema negro retratado nesta obra.
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